Sábado, 20 de Fevereiro de 2010

O que todos sabem, mas que poucos admitem (clique para ler artigo)

Júlio Magalhães, um dos bons jornalistas portugueses, confirma aquilo que todos sabem mas que ninguém quer admitir...

Louvável a seriedade do jornalista da TVI e sem dúvida uma atitude que deveria servir de exemplo a muitos outros jornalistas por esse país fora.

Sexta-feira, 19 de Fevereiro de 2010

Coincidências

Ouvida hoje na AR, Felícia Cabrita veio, uma vez mais, tecer considerações e convicções pessoais acerca do processo "Face Oculta", colocando em causa a conduta do PGR no processo.

Já nem entro por aí, uma vez que manifestamente há jornalistas que não conseguem perceber a diferença entre relatar factos e comentar factos (isto é, entre a função de informar de forma imparcial, que caberá ao jornalista, e a de comentar/analisar, que será da esfera de competências dos comentadores), mas achei curiosa a parte em que a jornalista do "Sol" desvenda o mistério dos accionistas do dito jornal, falando no nome do empresário Joaquim Coimbra e de mais uns empresários angolanos...

Ora, mas afinal quem é Joaquim Coimbra?

Desvenda o expresso que se trata de um empresário filiado no PSD (espante-se!) e que até já integrou por diversas vezes a direcção do partido!

Pergunta-se: mas quais as semelhanças entre este facto (precisamente de um dos accionistas ser militante do PSD) e a linha editorial seguida pelo jornal "Sol" e aquele que liga a jornalista que dirigia a linha editorial do Jornal de Sexta da TVI ao CDS-PP?

Claramente que não há semelhanças... será mais um (estranho) caso de coincidências, claro está!

Em todo o caso agradecemos a Felicia Cabrita ter finalmente colocado um pouco de transparência no que toca de saber quem dirige o verdadeiro jornal do momento.

Quarta-feira, 17 de Fevereiro de 2010

João Vale de Almeida novo embaixador da UE nos EUA

João Vale de Almeida, até hoje o director de relações externas da Comissão Europeia, será hoje escolhido para o cargo de embaixador da UE nos Estados Unidos.

Mais uma excelente notícia, que atesta a competência e o profissionalismo de cidadãos nacionais, e cujos feitos levam mais além o nome de Portugal, sobretudo se tivermos em conta que este é um dos mais importantes cargos da diplomacia comunitária.

E mais uma vez, o reconhecimento busca-se no estrangeiro, porque cá, João Vale de Almeida não passa de mais um ilustre desconhecido

Terça-feira, 16 de Fevereiro de 2010

A propósito de Constâncio no BCE (clique no link para ler notícia)

A nomeação do actual governador do Banco de Portugal para o cargo de vice governador do BCE deveria encher de orgulho Portugal e alguns Portugueses, e de vergonha outros, mas parece que não...

Então não é que a mesma oposição que ao longo dos últimos tempos tem efectuado sucessivos ataques à figura do Dr. Vítor Constâncio, nomeadamente à sua pessoa, e pondo em causa a sua seriedade, competência, imparcialidade e profissionalimo veio agora congratular-se com esta nomeação?

Na verdade, confesso, quando li a notícia do jornal "Público", a primeira questão que me ocorreu foi: "desculpem lá, isto é brincadeira, certo?!"

Pois bem, parece que não era, de facto, e lamentavelmente a conclusão que daqui se tira é esta: as pessoas competentes, sérias, capazes e profissionais só conseguem ver o seu valor reconhecido "fora de portas"

Terça-feira, 9 de Fevereiro de 2010

Demagogia a la Rangel (sim, outra vez!)

A demagogia barata a que Paulo Rangel nos vem habituando, estrapolou agora para as instâncias comunitárias, onde o eurodeputado do PSD se lembrou de colocar o nome de Portugal e do Governo Português em causa, acusando (se não, analisemos as palavras utilizadas pelo eurodeputado Rangel) o Governo de estar no meio de um esquema que visava o controlo da comunicação social.

Para além do enorme desrespeito que Paulo Rangel demonstrou perante os órgãos judiciais (concretamente o Ministério Público e o Supremo Tribunal de Justiça), descredibilizando-os em pleno Parlamento Europeu, o eurodeputado social democrata acha-se em posição de fazer de suspeições não fundadas em sede própria certezas, e lançando isso no PE.

Situação vergonhosa e que altamente desprestigiante para a política nacional...

Domingo, 7 de Fevereiro de 2010

Paulo Penedos permite divulgação das escutas (clique para ler artigo)

Julgo que com esta é que o "Sol" não contava...

Paulo Penedos, um dos visados na escandaleira montada pelo jornal "Sol", permite que sejam publicadas todas as escutas que envolvem o seu nome, no âmbito do chamado "Caso Face Oculta".

A acreditar na velha máxima de que "quem não deve, não teme", e sendo Paulo Penedos uma das supostas figuras centrais no tal esquema, esperamos de forma ansiosa a nova tramóia solarenga da próxima semana.

Sexta-feira, 5 de Fevereiro de 2010

Lei das Finanças Regionais

Como era previsível, a Lei das Finanças Regionais foi hoje aprovada em plenário na Assembleia da República, com os votos a favor de toda a oposição, o que me leva a pensar (ainda inspirado pelas teses conspiratórias de Felicia Cabrita) se poderia ser esta uma manobra da oposição com vista a aumentar o défice do Estado, tornar o país financeiramente insustentável, responsabilizar o Governo por essa situação e provocar novas eleições?

Certamente que não, uma oposição tão responsável como a nossa não faria isso...

Felicia Cabrita, quem mais?

Na tentativa desesperada para alcançar o topo das vendas, o semanário "Sol" continua na senda das "escandaleiras" a que já nos vem habituando, passando por cima de todos os códigos éticos e deontológicos da profissão de jornalista.

Desta vez somos prendados com a existência de um plano diabólico (qual Hollywood?)de José Sócrates, com vista a controlar os media, nomeadamente a TVI, afastando Manuela Moura Guedes e José Eduardo Moniz.

O que Felicia Cabrita (uma espécie de Manuela Moura Guedes Júnior) não explica é o porquê desse afastamento se ter dado sem que José Eduardo Moniz - um dos intervenientes - tivesse levantado, à altura da ocorrência, qualquer suspeita.

O que Felicia Cabrita não explica é que a empresa para a qual José Eduardo Moniz se mudou (precisamente a Ongoing) é detentora de 35% da TVI (eis um plano genial de Sócrates: afastar Moniz para uma empresa que... viria a ser uma das proprietárias da estação de televisão).

O que Felicia Cabrita não explica é o porquê de, estando José Eduardo Moniz no cargo de vice-presidente da Ongoing Media, e na qualidade de proprietária de 35% da empresa, esta não ter feito um esforço, que seja público, para que se verifique um regresso da (jornalista?) Manuela Moura Guedes e do seu brilhante, imparcial e sério espaço informativo.

O que Felicia Cabrita não explica é que a publicação de escutas extraidas dos despachos constituem uma violação de matéria de segredo de justiça e, além do mais, constitui um abuso e uma violação da reserva da intimidade da vida privada dos envolvidos.

O que também não nos é explicado é como Felicia Cabrita terá tido acesso (se é que aquilo que foi publicado é verdadeiro) a autos e a despachos que deveriam ter sido destruidos por ordem judicial... não estaremos perante um desrespeito por parte da íntegra e correctíssima Felicia Cabrita a uma ordem judicial?

Despautérios orçamentais

Em tempos de crise, alguém me explica o por quê da insistência da oposição em querer aprovar a nova Lei da Finanças Regionais?

Como vão os portugueses entender que, em pleno período de crise, em período de "apertar o cinto", em que o Governo tomou medidas de austeridade orçamental numa tentativa de reduzir o défice das contas públicas dentro dos prazos estipulados pela UE, venha a oposição em bloco (espante-se, uma aliança entre esquerda e direita!) aprovar uma lei despesista e completamente a despropósito, a fim de permitir um aumento das verbas do Orçamento de Estado para o "reino da Madeira" e de autorizar o endividamento desta região (por sinal, uma das mais desenvolvidas e, por isso, das que menos precisa)?

Qual a coerência desta aprovação, agora, neste preciso momento?

Quando é pedido um esforço suplementar aos portugueses, qual o sentido de se querer avançar agora para uma lei que é completamente contrária às exigências de controlo de gastos que um período desta índole recomenda?

Como se explica que partidos que fazem da abolição do rendimento mínimo garantido uma bandeira eleitoral, dizendo que se trata de uma despesa desnecessária, venham agora juntar-se ao coro de vozes que pretende a aprovação desta lei?

Por que razão, um dia após o Conselho de Estado ter reunido e ter pedido que esta questão fosse pacientemente ultrapassada, vêm os partidos da oposição em bloco recusar o adiamento da votação da LFR?

Quando vamos por um ponto final a este despautério de futilidades orçamentais Madeirense?

Expliquem-me, como se eu fosse uma criança de 6 anos...

Regresso

Após longa ausência, estou de volta!

Segunda-feira, 12 de Outubro de 2009

Autárquicas

Quero, antes de mais, lamentar e repudiar os acontecimentos de ontem, na freguesia de Ermelo (Mondim de Basto), que resultaram na morte trágica de um cidadão, vítima da atitude animalesca do candidato do PS à junta da referida freguesia, que decidiu, por motivos pessoais, atirar mortalmente sobre a vítima. Este episódio acabou por manchar o dia em que o povo deve falar, não através das armas, mas pelo poder do voto. O sucedido atirou para um plano meramente secundário -face a tamanho drama humano- as conclusões políticas dos resultados do sufrágio.

Não obstante, creio ser importante notar oconsiderável crescimento do PS, por oposição a uma descida do PSD, tanto em número de votos como em número de câmaras. O PS autárquico está a crescer, e julgo que o PSD não pode nunca ver os resultados de ontem como positivos, porque, apesar de terem conquistado mais sete câmaras do que o PS, os resultados não mentem: menos autarquias, menos mandatos, menos votos do que nas últimas autárquicas! O PS segue conquistando terreno...

Sábado, 10 de Outubro de 2009

Pessoal

Acabo de vir de uma conferência, realizada na Faculdade de Direito da Universidade de Coimbra, cujos oradores foram o Senhor Procurador Geral da República, Doutor Pinto Monteiro, o Senhor Doutor Pinto Monteiro, professor catedrático da Faculdade de Direito e António dos Santos Justo, director da referida instituição.

Realizada no âmbito do curso de pós-graduação em Direito da Comunicação, esta sessão ficou marcada por uma genial intervenção do Procurador Geral da República, a propósito das badaladas relações entre media e os tribunais. Depois desta esclarecedora intervenção, reforço aquela posição que venho adoptando sobre o tema: apesar de parte dos tribunais nacionais darem prevalência à liberdade de imprensa e direito à informação, creio que em primeiro lugar deverão estar direitos pessoais, como sejam o direito à imagem ou ao bom nome. Ficou também esclarecido que, nalgumas situações, os media podem interferir negativamente nas investigações policiais, bem como proporcionar julgamentos em praça pública, através de juízos de valor que, à revelia do código deontológico da profissão, vão sendo frequentemente produzidos;

De extrema simpatia e amabilidade, qualidades comuns a todos os oradores, o Senhor Procurador trouxe-nos uma reflexão muitíssimo interessante e esclarecedora sobre um tema que ultimamente tem andando bastante em voga, e não pelos melhores motivos.

"Oposição responsável"?! (clique para ler artigo)

O PSD parece apostado em ser governo a qualquer custo, nem que para isso tenha que chumbar o programa de governo do PS, que foi votado em maioria pelos portugueses, e com isso provocar novas eleições, o que, a verificar-se, será um enorme desrespeito pela vontade manifestada pelo povo nas urnas no passado dia 27.

Se bem que ache correcta a postura do PSD em querer afirmar-se como uma "oposição responsável", nas palavras da sua líder, considero tudo menos responsável a postura inflexível do PSD que parece assemelhar-se a um ultimato político.

Tratado de Lisboa a avançar

Depois de há oito dias a Irlanda ter revelado os resultados do Referendo ao Tratado de Lisboa, com a vitória do "sim" por uma margem bastante alargada, foi hoje a vez da Polónia o ratificar. Depois de sucessivos obstáculos, parece ser desta que o Tratado de Lisboa vai avançar, para bem do fortalecimento democrático das instituições europeias, e para um reforço da consciência europeísta.

Prémio Nobel da Paz para Obama

Sendo um admirador político de Barack Obama, foi com alguma surpresa que soube da atribuição do Prémio Nobel da Paz ao presidente dos EUA. São inquestionáveis os seus esforços diplomáticos, sobretudo no que diz respeito às situações de tensão no Médio Oriente. Barack Obama deu uma nova esperança ao mundo e parece empenhado em unir o Ocidente ao Oriente.

Por tudo isto, creio ter sido da mais inteira justiça esta atribuição, e desejo que possa servir de estímulo ao presidente Obama para continuar a levar a cabo políticas baseadas no diálogo, na diplomacia, com o objectivo de manter e fortalecer a paz no mundo.

Quinta-feira, 8 de Outubro de 2009

Saúde em primeiro lugar!

«Portugal opera mais que outros (...) excesso de cirurgias às cataratas custa 2,4 milhões de euros» in: Jornal de Notícias


O Facto de Portugal ter uma taxa de operações superiores à dos restantes países da UE só pode ser visto como algo positivo. Para além disso, cabe ao Estado garantir eficiência nos serviços de saúde públicos, devendo ser a questão orçamental, neste contexto, fortemente secundarizada.

Quarta-feira, 30 de Setembro de 2009

Os limites da decência foram ultrapassados sim, mas pelo Senhor Presidente!

O senhor presidente ultrapassou aquilo a que o próprio designa por "limites da decência", se não vejamos:

Depois das notícias sobre as alegadas escutas terem sido publicadas há mais de um mês, e de terem servido de suporte para a campanha do PSD, sendo inclusivamente a pedra basilar da sua teoria conspiratória da "asfixia democrática", eis que o Senhor Presidente decide falar (relembro, mais de um mês depois) para acusar o PS de ter aproveitado tal caso para fins eleitoralistas. É inacreditável a postura de parcialidade que Cavaco Silva decidiu adoptar, postura essa que começou a surgir, bem me lembro, pouco tempo depois de Manuela Ferreira Leite ter assumido a presidência do PSD (foi precisamente aí que chegou ao fim a dita "cooperação estratégica" entre Sócrates e Cavaco) e esta seria mais uma coincidência irrelevante, não fossem conhecidas as antigas afinidades entre a líder do partido da oposição e o chefe de Estado.

Mais: cada vez que o Presidente decide falar ao país, estranho que ninguém consiga captar aquilo que o chefe de Estado pretende realmente transmitir.

Aditamento: num momento em que o país precisa mais é de estabilidade, estranho o timming da comunicação presidencial. É que a verdade é que esta declaração vem contribuir para o clima de suspeição e de fricção existente entre os órgãos de soberania e, como tal, não se está a promover a defesa daquilo a que Cavaco Silva designa por "superiores interesses da nação".

Segunda-feira, 28 de Setembro de 2009

Vitória!

Depois de uma noite longa, de nervos e ansiedade, eis que o PS venceu estas legislativas. Como seria de esperar esta foi uma vitória sem maioria absoluta mas, ainda assim, algo folgada em relação ao principal partido da oposição, PSD.

Nestas eleições registou-se um forte crescimento das forças políticas que não o PS e o PSD, com especial destaque para o brilhante resultado alcançado pelo CDS-PP.

O resultado de ontem ditou uma inequívoca vitória do PS e, em particular, uma estrondosa vitória pessoal de José Sócrates, contrapondo-se a uma pesada derrota do PSD, muito por culpa de uma campanha de pessimismo baseada numa asfixia inexistente. Os portugueses não se reviram nos ideais retrógrados da Dra Ferreira Leite.

Sexta-feira, 25 de Setembro de 2009

A importância do voto no PS

Volvida a campanha eleitoral, esgrimidos os argumentos, apresentadas -nalguns casos- as propostas que os diferentes partidos têm para o país, chegou a hora de decidir. E é nesta hora que devemos ponderar o sentido do nosso voto, não devendo este ser utilizado para efeitos de protesto, uma vez que se trata do futuro do nosso país, o nosso futuro, o futuro de Portugal e dos portugueses. Na verdade é o futuro de todos e de cada um que vai a votos no próximo Domingo.

Posto isto, porquê votar PS? Porquê voltar a confiar em José Sócrates? Começando com uma frase que não me pertence, mas que partilho no seu conteúdo: "governar não é fácil, cometem-se erros e nem tudo terá sido perfeito. Mas a verdade é que também houve avanços importantes para o país neste últimos anos de governação socialista (...)"

Sim, é verdade! E esta pode muito bem ser a ideia-chave deste texto de opinião. Mas afinal em que se concretizam esses avanços importantes?

Na educação, onde o governo PS foi capaz de apostar na introdução das novas tecnologias, dando mostras de que acompanha a evolução tecnológica e de que a sabe adaptar às mais diversas áreas; foi o governo PS que instituiu aulas de Inglês a partir do básico, preparando melhor as nossas crianças para um mercado de trabalho competitivo, que exige cada vez mais de nós, jovens, e que exigirá ainda mais da próxima geração; foi com o governo PS que as escolas ficaram obrigadas a estar de portas abertas até às 17h, ajudando com isso inúmeras famílias que não tinham onde deixar os seus filhos; foi este mesmo governo que decidiu colocar cobro a situações completamente incompreensíveis que verificavamos em todos os inícios de ano lectivo, onde havia ainda professores por colocar; foi também este governo que duplicou as vagas no ensino profissional e no ensino universitário

Na saúde, onde o governo de José Sócrates conseguiu reduzir de 8 para apenas 3 meses a média de espera nos hospitais; foi também o governo PS que criou as Redes de Saúde Continuadas, ajudando assim inúmeros doentes que precisavam de cuidados médicos e não os tinham; é ainda este partido que propõe que, até ao final da próxima legislatura todos os portugueses tenham um médico de família. É este o partido do SNS, é o PS que aposta na saúde e nas unidades públicas de saúde!

Na economia e finanças, onde este governo conseguiu colocar as contas públicas em ordem, num primeiro momento, e por o país na rota do crescimento, apenas interrompido pela catastrófica crise mundial (e não apenas nacional nem de origem em São Bento, como nos querem fazer parecer) à qual Sócrates e o PS souberam, uma vez mais, dar a volta. Tendo as contas públicas em ordem este governo teve condições para ajudar as famílias e as empresas (e fê-lo!). O progresso a este nível é tanto que, vejam bem, Portugal foi dos primeiros países a sair da situação de recessão económica; mas não nos podemos esquecer na aposta brilhante nas energias renováveis, sector que Portugal passou a liderar, graças às políticas visionárias do ex-ministro Manuel Pinho... Sim! Portugal é líder nas eólicas e líder mundial na aposta em renováveis!

Nas políticas sociais, onde o Partido fez jus ao seu nome e à sua história. Sim, foi este o partido que promoveu o maior aumento do ordenado mínimo! Sim, foi este o partido que ajudou milhares de idosos com o complemento solidário! Sim, foi este partido que permitiu triplicar o número de estudantes abrangidos pela acção social escolar! Sim, foi este o partido que criou o passe sub-23 e que permite aos jovens circular em transportes públicos a preços baixos!

Por tudo isto e por muito mais, este é o verdadeiro partido do povo, este foi O partido que fez uma campanha de esclarecimento aos portugueses,não se deixando contagiar pela onda de aproveitamento político dos "casos" nem pelo recurso a maledicência tão típica daqueles que nada têm para apresentar ao país e aos portugueses! Este é o partido do progresso, do futuro, da responsabilidade e da ambição!

É por isto que dia 27 eu voto PS!!

Quinta-feira, 24 de Setembro de 2009

Descaramento PÚBLICO (e não só)

Mantendo a coerência de raciocínio que venho tendo, quero repetir: é verdadeiramente vergonhoso que a campanha para as legislativas seja feita com base em casos, deixando-se o debate político para segundo plano. Afinal, aquilo que mais importa aos portugueses é ouvir propostas, hipóteses para resolver os problemas que afectam Portugal e os portugueses.

Assim sendo, noto com especial relevo o deserto de ideias do PSD, a este nível. Não ouvi o que propõe MFL para ultrapassar a crise (exceptuando a proposta de adiar o TGV), tal como não ouvi o que a referida líder partidária tem a propor para que o diferendo que os professores seja finalmente ultrapassado.

Mas retomando o ponto com que dei inicio a este texto, é com alguma previsibilidade que vejo mais um caso a assombrar a campanha eleitoral. Estranhando o timming (ou não, porque infelizmente já se vem tornando habitual esta prática), precisamente no dia em que surgem sondagens que dão conta de um crescimento do PS em relação ao PSD - e na mesma semana em que o PSD sofreu um revés na sua campanha, com os desenvolvimentos do "Caso das Escutas" -, vem agora a TSF e o Público noticiar que pessoas ligadas ao PS terão negociado cargos políticos em troca de financiamentos partidários.

Mais uma vez: é vergonhoso que os casos assombrem esta campanha eleitoral. Todavia considero ainda mais vergonhoso que, não satisfeitos com alguns dos desenvolvimentos verificados esta semana - e com os resultados que esses novos dados provocaram ao nível de sondagens - alguns meios de comunicação social façam um "tudo por tudo" para limpar a sua própria imagem e a imagem dos partidos aos quais são afectos.

Isto sim é asfixia, isto sim é claustrofobia! FALEM DELA SENHORES DO PSD!

Terça-feira, 22 de Setembro de 2009

Tempestade laranja

Estava a ler a edição online do jornal "Expresso", quando me deparei com a seguinte passagem, bem ilustrativa da tempestade que a demissão do assessor de Cavaco provocou nas hostes laranjas:

«A demissão do assessor de Cavaco que protagonizou os casos das alegadas escutas em Belém divulgados pelo Público permitiu ao PS dizer que afinal o PSD não tem razão quando denuncia um clima de condicionamento da comunicação social (Augusto Santos Silva já o fez). E o PSD viu-se subitamente sem pé e obrigado a reformular o discurso sobre a asfixia. Ainda por cima, sem ter ainda percebido bem o que se passou em Belém.

À tarde, Manuela evitou o assunto: "A drª não vai comentar um caso privado da Presidência da República", informou o seu assessor. E à noite, em Vila Real, à cautela, a líder do PSD já não falou do Público nem da TVI...»

Segunda-feira, 21 de Setembro de 2009

Caso das escutas

O "Caso das Escutas" conheceu hoje novos desenvolvimentos. Cavaco Silva, que tinha dito que apenas se pronunciaria após as eleições, decidiu hoje afastar o seu braço direito, alegadamente a fonte de tal caso. Apesar do silêncio se manter, a verdade é que esta atitude de Cavaco Silva esclarece muito acerca daquilo que realmente se passou...

Domingo, 20 de Setembro de 2009

Rangel à sua altura (clique para ler)

Vergonhoso! É esta a palavra mais adequada que encontro para descrever as declarações do Sr. Rangel, que refere que Soares e Alegre são "cúmplices da asfixia democrática".

O Senhor Paulo Rangel mostra, com isto, tudo aquilo que eu já desconfiava. Ele não tem o mínimo respeito pelas figuras do nosso país e não tem qualquer tipo de pudor em utilizar figuras gradas da nossa democracia e atacá-las, demonstrando um enorme desrespeito para com elas e para com a nossa história.

O político "fala-barato" deve, antes de abrir a boca, pensar naquilo que diz. Se o Dr. Rangel está aqui a fazer política e a falar numa asfixia democrática é graças a pessoas como Manuel Alegre e Mário Soares, símbolos ímpares da política e da luta pela democracia. Estas declarações constituem um atentado à história e aos símbolos da democracia nacionais.

Exige-se, no mínimo, um pedido de desculpas por parte deste pseudo-intelectual às figuras em causa!

Episódio lamentável...

PSD perdeu o Norte?! (clique para ler artigo)

«Rangel exige que PS esclareça se faz acordos com BE»

Mas este PSD perdeu completamente o Norte?! Desde quando é que o PS tem o dever de dizer se tem ou não pactos pós-eleitorais com o BE? Paulo Rangel, o demagogo de serviço, voltou ao ataque e voltou à asneira. O PS tem tanto dever de dizer se vai ou não fazer acordos com o BE como o PSD tem o dever de dizer se vai ou não fazer pactos com o CDS. E até agora não o disse, pois não?!

Uma diferença de atitude

Estive ontem presente nas duas acções de campanha do PS em Coimbra. De manhã, na arruada pela baixa da cidade, e ao fim da tarde, num mega-comício que contou com a participação de Ana Jorge, Manuel Alegre e José Sócrates.

Este terá sido, porventura, o maior comício do PS, até ao momento, o que demostra que o povo não esquece aquilo que de bom o governo fez e que sabe bem em quem pode confiar para continuar a guiar os destinos de Portugal. Enquanto que uns falam de asfixia e de claustrofobia democrática, o PS continua a provar que não precisa de recorrer aos casos nem a maledicência para arrancar aplausos.

A força do PS é esta, a força e a capacidade de unificar um partido em redor de uma causa, deixando para trás as divergências políticas que ocorrem no seu seio. Aqui não existem "Pedros Passos Coelhos", aqui acredita-se na pluralidade de opiniões, aqui valorizam-se todas as posições. Este é o partido da democracia, da pluralidade e, nas palavras de José Sócrates, é o "partido do povo".

Aditamento: Será nesta última semana de campanha que vamos ouvir da líder do PSD outras coisas para além da já famosa asfixia democrática? Melhor dizendo: será agora que vamos ouvir Ferreira Leite a fazer propostas concretas para os problemas do país, ou continuará a apontar o que está mal, escusando-se a fazer propostas para resolver os mesmos problemas?

Sexta-feira, 18 de Setembro de 2009

Esclarecimentos precisam-se!

Mais um caso a marcar a campanha: desta vez, noticiou o jornal Diário de Notícias, o braço direito do Presidente da República teria encomendado a "história" das pressões do governo sobre a Presidência.

A confirmar-se esta versão, estamos perante factos gravíssimos e que colocam em causa a credibilidade Presidência da República, órgão que se pretende imparcial e neutro. Perante isto, deve o PR actuar rapidamente, esclarecer os portugueses sobre aquilo que se está realmente a passar e apurar responsabilidades. É completamente inaceitável que o Chefe de Estado esteja, também ele, debaixo de um clima de suspeição generalizado que se abateu sobre a política nacional.

Julgo ser incompreensível o silêncio de Cavaco Silva acerca deste tema, que dura já há vários meses, e que em nada contribui para o esclarecimento dos portugueses e para a atenuação deste clima de suspeição na vida política nacional.

Esclarecimentos precisam-se!!

Por alguma razão será...

"Tudo medido, e nesse pressuposto, vou dar o meu voto ao PS - pela primeira vez em eleições legislativas" José Miguel Júdice, ex-militante e dirigente do PSD

Quinta-feira, 17 de Setembro de 2009

Campanha recheada de casos (clique para ler artigo)

Novo caso marca estas eleições: depois do "Caso Freeport" e do "Caso TVI" surge agora um outro caso que implica, desta vez, o PSD.

Diz a revista Sábado:

"O voto num determinado candidato pode custar 25 ou 30 euros. O PSD tem sido marcado por tantas disputas internas nos últimos anos, para a direcção nacional e para a distrital de Lisboa, que para melhorar o resultado eleitoral houve quem comprasse votos a militantes angariados em bairros sociais, denunciam militantes e ex-militantes do partido que aceitaram dar a cara fazendo depoimentos em vídeo para a SÁBADO.

Antes de mais julgo ser lamentável uma campanha assombrada por casos, independentemente das cores partidárias a que digam respeito. Estas situações só contribuem para o clima de suspeição e de descredibilização da política, levando os Portugueses a afastarem-se das urnas e a perderem o interesse nesta actividade

Parece-me ser importante que o voto em nada seja influenciado pelos casos, uma vez que aquilo que realmente está em jogo são propostas para ultrapassar os problemas do país, os problemas concretos que afectam os portugueses

Figuras tristes...

Após os acontecimentos de ontem, no Seixal, julgo ser importante relevar a estupidez do acto verificado.

Apesar da política dar aso a manifestações dos mais variados tipos, creio que é de lamentar a atitude dos humoristas - perdoem-me os que o são, de facto - de ontem, que outra coisa não fizeram que não tentar boicotar um evento político ao qual as dezenas de populares presentes pretendiam assistir e que seria importante para que os mesmos pudessem perceber as propostas que podem, efectivamente, ter impacto nas suas vidas.

Mais: lamentável também a atitude dos próprios "manifestantes" que, para além dos distúrbios provocados, ainda se acharam com razão e acusaram a polícia de ser como a PIDE

E o país continua a rir-se com esta gente...

Segunda-feira, 14 de Setembro de 2009

Debate: Sócrates VS Ferreira Leite

Após o decisivo debate que teve lugar no Sábado, entre os dois principais candidatos ao cargo de Primeiro-ministro de Portugal, creio ter ficado claro para o eleitorado que só há uma alternativa credível: José Sócrates.

Devo começar por afirmar que muito me espanta ouvir senhores comentadores afirmar que houve um empate – já para não falar daqueles que acham que Ferreira Leite ganhou “claramente” (?!) o debate. Na minha análise - atenta, cuidada e pormenorizada - ao desempenho dos dois líderes em confronto, parece-me óbvio que Manuela Ferreira Leite falhou em praticamente toda a linha, se não vejamos:

1 – A política de verdade, de credibilidade e de confiança, que vem sendo o principal (talvez mesmo o único, o que me leva a pensar que o PSD não tem verdadeiramente propostas para o país) bastião dos laranjas foi logo ao início abalada pela questão da falsa candidatura de Alberto João Jardim. Este forte ataque de Sócrates à política da verdade laranja continuou ao longo do debate, com números, declarações públicas contraditórias de Ferreira Leite e todo um conjunto de dados que deixaram a líder do PSD sem capacidade de reacção… E nem mesmo os malabarismos do costume Ferreira Leite conseguiu colocar em causa a velha máxima que acabaria por ser, mais uma vez, comprovada: afinal contra factos não há mesmo argumentos!

2 – Confesso que perdi a conta às gaffes que Manuela Ferreira Leite deixou sair. No entanto cá ficam algumas:

“Eu fiz as contas, e ANTES DA CRISE, em finais de 2008…”

“ A crise foi uma BENECE para o Eng.º Sócrates”

“ As resoluções do Conselho de Ministros, em que participei, foram ACORDOS DE PRINCÍPIO”

Sobre discordâncias sobre o TGV: “NÃO GOSTO DISSO!” (e viva a pluralidade democrática!)

“As estradas que o Sr. Eng.º tem vindo a construir são INUTEIS”

“O aumento do salário mínimo foi IRRESPONSÁVEL”

(Sobre privatizações e o facto de Sócrates, tal como Clara de Sousa, terem confrontado Ferreira Leite com opiniões passadas nas quais exprimia o seu apoio incondicional às mesmas): “NUNCA PENSEI ISSO”

“SNS é uma criação do PSD” (?!)

“O Eng.º Sócrates é como aquele menino que mata os pais só para poder dizer que é órfão”

3 – Por diversas vezes, demonstrando estar claramente melhor preparado que a sua adversária, José Sócrates lançou para o debate dados aos quais a líder do PSD não conseguiu, simplesmente, dar resposta, nomeadamente nas questões de apoios às PME’s (José Sócrates provou, com dados, que o seu governo ajudou cerca de 36 mil pequenas e médias empresas, enquanto que Ferreira Leite, igualmente em período de crise, no ano de 2003, ajudou apenas 1503), em questões relativas ao TGV – e nas quais o passado compromete irremediavelmente a líder do PSD – e ainda questões ligadas às privatizações, onde Sócrates relembrou declarações publicas de Ferreira Leite que iam em total desencontro àquilo que a líder dos laranjas afirmava ali, em pleno debate

4 – Ferreira Leite continua a não ser capaz de propor, de uma forma concreta, explícita e palpável, as suas propostas para resolver os problemas do país, limitando-se apenas a apontar erros e críticas, não avançando com aquelas que seriam, no seu ponto de vista as soluções. Pergunto: será que as têm?!

Em termos sintéticos creio que são estes os pontos essenciais a registar do debate de Sábado e que provam, do meu ponto de vista, que Sócrates se superiorizou, de forma clara, a uma Manuela Ferreira Leite que não consegue, por mais que se esforce, esconder as suas concepções antiquadas, conservadores e retrógradas… as mesmas que ela pretende aplicar à nossa realidade, ao nosso país e à nossa vida...

A isso eu digo NÃO!